PCDF desarticula grupos criminosos dedicados a fraudes e a crimes contra a Administração Pública

PCDF desarticula grupos criminosos dedicados a fraudes e a crimes contra a Administração Pública

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), com apoio da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (PRODEP) do MPDFT e das Polícias Civis de São Paulo (PCSP) e do Rio de Janeiro (PCERJ), deflagrou na manhã desta quinta-feira, 28, a “Operação Crédito Corrompido” visando desarticular grupos criminosos, compostos por correspondentes e gerentes bancários, dedicados a fraudes e a crimes contra a Administração Pública, todos decorrentes do serviço de empréstimos ofertados pelo BRB.

 

As investigações foram iniciadas em 2025 a partir de informações passadas pelo banco à PCDF, dando conta de possível parceria entre empregados do BRB e uma “gangue” que cometia estelionatos na área de empréstimos consignados.

 

O BRB informou que correspondentes bancários integrantes dessa “gangue”, denominados “pastinhas”, abordavam clientes através de grupos em redes sociais e se apresentavam como assessores da instituição.

 

Nesse momento, ofertavam empréstimos, visando captar principalmente pessoas que não fossem elegíveis para a concessão, por serem servidores temporários. Esses “pastinhas” enviavam documentos falsificados às agências e os gerentes envolvidos geravam os contratos através dessa documentação.

 

Quando os valores dos empréstimos caiam na conta dos clientes, o cliente remetia 30% do valor do empréstimo para o grupo criminoso que, por sua vez, dividia com os gerentes, ou os valores eram desviados diretamente pelos gerentes para a conta dos “pastinhas”.

 

Com o avançar das investigações, além da obtenção de provas que ajudaram a comprovar o esquema informado pelo banco, a PCDF aprofundou a apuração nas relações entre os investigados e identificou mais uma frente de atuação criminosa relacionada, agora, a créditos milionários concedidos pelo banco. Nesse campo, evidenciou-se que alguns empregados recebiam certa porcentagem dos empréstimos para atuarem na liberação de valores vultuosos em conluio com operadores financeiros.

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