PCDF deflagra Operação Blackwoo

PCDF deflagra Operação Blackwoo

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/DECOR), deflagrou a Operação Blackwood na manhã de sexta-feira (31). A ação teve o objetivo de reprimir crimes de sonegação fiscal.

 

A investigação apontou a existência de uma empresa fantasma, registrada no ramo de comércio de madeira em nome de um laranja. A firma era usada para emitir notas fiscais falsas e, em razão disso, foi autuada pela Receita do Distrito Federal.

 

A sonegação fiscal ultrapassa R$ 5,8 milhões. Durante as investigações, foram identificados os verdadeiros responsáveis pela empresa fantasma.

 

Eles pertencem a uma mesma família, que é proprietária de estabelecimentos reais do ramo de madeireiras. Os verdadeiros sócios já foram autuados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e respondem por crime ambiental devido à comercialização de madeiras de forma ilegal.

 

Há indícios de que a empresa fantasma foi criada apenas para emitir notas fiscais falsas com o objetivo de dar aparência de legalidade ao comércio da madeira vendida de maneira irregular nos estabelecimentos dos investigados.

 

Além disso, as notas falsas permitiam o aproveitamento indevido de créditos tributários, a fim de reduzir de forma fraudulenta o imposto devido pelas empresas do grupo. Com a finalidade de colher novas provas, reforçar indícios, detalhar a conduta de cada investigado e esclarecer os fatos por completo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

 

As buscas ocorreram em Vicente Pires (DF) e na Cidade Ocidental (GO). A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 5,8 milhões em bens e valores Até o momento, os suspeitos são investigados pelos crimes de sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade ideológica.

 

As penas máximas dos delitos, somadas, podem chegar a 13 anos de prisão. A operação foi batizada de “Blackwood” porque o termo faz alusão ao “mercado negro”, referindo-se ao comércio clandestino de madeiras

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