PCDF investiga organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 115 milhões com golpes e lavagem de dinheiro

PCDF investiga organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 115 milhões com golpes e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), deflagra, nesta quarta-feira (4), operação policial para desarticular uma organização criminosa investigada por estelionato e lavagem de capitais.

A ação ocorre nos municípios de São Paulo, Bertioga e São Sebastião, em São Paulo, e Ilhéus, na Bahia.

Ao todo, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas cautelares destinadas ao bloqueio de valores e à obtenção de dados de dispositivos eletrônicos eventualmente apreendidos.

As investigações começaram em maio de 2026, após uma moradora de Taguatinga relatar ter sido vítima de um golpe praticado por indivíduos que se apresentaram como funcionários do Banco Itaú. Para dar credibilidade à fraude, um dos envolvidos também se identificou falsamente como delegado de polícia e alegou que a vítima e a instituição financeira estariam sob investigação.

Convencida da legitimidade dos contatos, a mulher realizou pagamentos com cartão de crédito que somaram R$ 29.997 e, posteriormente, transferiu R$ 200 mil via PIX para uma empresa. Durante a fraude, os criminosos mantiveram contato telefônico e por aplicativos de mensagens, exerceram pressão psicológica e orientaram a vítima a não revelar os procedimentos a terceiros.

A fraude só foi descoberta depois que a vítima procurou diretamente os canais oficiais da instituição financeira. O prejuízo efetivamente suportado foi de R$ 229.997.

O aprofundamento das investigações apontou para a atuação de suspeitos em diferentes localidades e para a utilização de empresas na movimentação e ocultação de recursos provenientes dos golpes. As apurações também identificaram indícios de lavagem de capitais.

Uma das empresas investigadas recebeu R$ 180 mil provenientes da fraude e está relacionada a movimentações financeiras suspeitas que ultrapassam R$ 115 milhões. Outra empresa vinculada ao caso também apresentou histórico de operações financeiras atípicas.

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