PCDF prende mulher por série de golpes com falsos anúncios de aluguel no DF

Investigação conduzida pela equipe da 8ª DP (Estrutural) resultou na prisão preventiva de uma mulher suspeita de aplicar uma série de golpes por meio de anúncios falsos de aluguel de imóveis no Distrito Federal e em Goiás. A apuração teve início após vítimas relatarem prejuízos financeiros decorrentes da locação inexistente de apartamentos anunciados como localizados em Águas Claras, no Plano Piloto e em Pirenópolis/GO.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra a investigada. Durante a operação, realizada no endereço vinculado à investigada em Taguatinga (QNL 10), diversos dispositivos eletrônicos foram apreendidos, inclusive o aparelho celular que estava em uso no instante da abordagem. Conforme constatado, ela trocava mensagens em tempo real com uma nova vítima interessada em um suposto apartamento em Águas Claras — anúncio que também se revelou inexistente. O flagrante da comunicação evidenciou que o esquema permanecia ativo até o instante da prisão.
No curso das diligências, constatou-se que a investigada foi identificada em pelo menos 37 ocorrências policiais registradas entre os anos de 2022 e 2025, todas com dinâmica semelhante. Os registros apontam padrão reiterado de atuação, com vítimas diferentes, mas com idêntico modo de execução, o que evidenciou habitualidade e continuidade delitiva. Conforme consta nos registros policiais, a autora já possuía duas passagens anteriores relacionadas a crimes patrimoniais da mesma natureza. Segundo os elementos reunidos nos autos, a investigada publicava anúncios com fotografias atrativas e valores abaixo do mercado, exigindo pagamento antecipado a título de “reserva” ou “garantia” do imóvel.
Após o primeiro contato, as conversas eram direcionadas para aplicativos de mensagens, onde ela mantinha diálogo direto com as vítimas, criando senso de urgência e alegando alta procura pelo imóvel. O objetivo era induzir o envio imediato de valores via PIX. Assim que o pagamento era realizado, o contato era interrompido ou as respostas tornavam-se evasivas.
O esquema apresentava organização e adaptação constante. A suspeita operava múltiplos anúncios simultaneamente, alternando localidades e ajustando a narrativa conforme o perfil da vítima. Em algumas situações, enviava documentos e imagens adicionais para conferir aparência de legitimidade à negociação. A autora deverá responder por estelionato eletrônico, crime cuja pena pode chegar a até 8 anos de reclusão por ocorrência.
