Batalhão Ambiental completa 32 anos

*Nesta quarta-feira (10), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) completa 32 anos desde sua criação, cumprindo com excelência seu compromisso social com a segurança pública do Distrito Federal.*

A Unidade Policial Militar é especializada em promover atividades de policiamento ostensivo florestal, lacustre, fluvial e de mananciais em toda capital federal, garantindo a preservação, em Unidades de Conservação e fora delas, de maneira a fazer cumprir o instrumento normativo vigente, bem como promover a educação ambiental não-formal com vistas à manutenção do meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem este, de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.
Para o comandante-geral da PMDF, coronel Pontes, a unidade tem muito a comemorar. “Certamente é um aniversário diferente. É um momento difícil e reflexivo, em que devemos valorizar o serviço que o Batalhão Policial Militar Ambiental presta à população e, também, no combate à propagação do coronavírus. E continuarmos na linha de frente, com o policiamento ostensivo e no atendimento de excelência, garantindo a segurança de todos”, completou.
“A Polícia Militar uma força extremamente resiliente e que cumpre o seu destino. Ser policial é muito mais que cumprir uma missão, é cumprir um chamamento”, ressaltou o comandante do BPMA, major Elias. “Parabéns para vocês que fazem história no policiamento ambiental”, completou.
A PMDF homenageia e parabeniza a atividade de policiamento ambiental e a todos os policiais militares que compõem o Batalhão ambiental.

*História do Batalhão Policial Ambiental, contada pelo Subcomandante do CCS Major Fábio Pereira*

Veja que curioso, a unidade especializada nasceu como Companhia de Polícia Militar Florestal, depois se transformou para Batalhão de Polícia Militar Ambiental.
Em 1987, o Chefe da Casa Militar, Coronel Rezende, havia recebido uma solicitação do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), em Brasília, para que fosse implantado, no Parque Nacional de Brasília, um policiamento, de preferência com a utilização de cavalos (Policiamento Montado) com efetivo reduzido: um Grupo ou um Pelotão, com aproximadamente, 12 (doze) policiais militares.
Para o cumprimento dessa missão, segundo o 2º Tenente Adauto Gama, se deu pelo fato de ele ser o único Oficial Subalterno, lotado no antigo Batalhão de Guardas oriundo da Arma de Cavalaria. O Tenente Adauto tinha suas origens no 2º RCG (Regimento de Cavalaria de Guardas) do Exército Brasileiro (EB), Regimento Andrade Neves, no Rio de Janeiro, e por possuir tais conhecimentos se encaixava perfeitamente no que o IBDF havia planejado para a criação de um policiamento montado no interior do Parque Nacional de Brasília.


Naquela época, a ideia inicial era a de se criar um policiamento no interior do Parque Nacional de Brasília somente. Naquele Parque, a incidência de incêndios, caça e pesca no local eram bem intensivas além de servir como área de treinamento para recrutas pelo Exército Brasileiro, tendo em vista que o Parque é limítrofe com o Setor Militar Urbano, em Brasília. A atuação da Polícia Florestal era restrita ao Parque Nacional.

No Período compreendido entre 1965 e 1988 não se tem informações acerca das atividades policiais militares protetivas ambientais no Distrito Federal. No dia 24 de janeiro de 1988 o jornal Correio Braziliense publicou a seguinte manchete:
“PM protege os animais e árvores do parque e o policiamento será feito em carros e cavalos e a utilização de ultraleve está sendo estudada. Pequi, Pau-de-Papagaio, Pau-Santo, Canela-da-Ema, Ipê Amarelo, Buriti, veado, lobo guará, tamanduá-bandeira, tatu canastra, capivara, ema, seriema, papagaio, colhereiro-rosado, tucunaré”, disse o jornal.
Esses são alguns representantes da fauna e flora silvestre existente no Parque Nacional de Brasília e que, naquele momento, por mais estranho que parecesse, esses fariam parte do aprendizado de alguns policiais militares da capital.
Ainda de acordo com a matéria, a capacitação daqueles policiais militares ficaria a cargo do IBDF e seria direcionada para a identificação das principais espécies de fauna e flora existentes no Parque Nacional de Brasília. A matéria traz ainda as palavras do Administrador do Parque, a época, Gabriel Cardoso retratando as dificuldades em se fiscalizar toda sua extensão: “Mas isto aqui é muito grande. Esse trabalho de fiscalização não rende nada. É praticamente impossível o fiscal detectar o infrator em determinado local e em determinada hora, eu estou acreditando no trabalho da PM”.
Nessa época houve ações de gestão de segurança pública, com foco policial militar, por parte do Comando Geral da PMDF e Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Pretendia-se ocupar espaços que já pertenciam à Polícia Militar e até então não eram efetivados como o policiamento florestal, por exemplo, previsto desde 1969, com o Decreto Lei no 667. Sua criação veio juntamente com a criação de outras Unidades *Especializadas e serviços como:* Rondas Ostensivas Candango (ROCAN), o Patrulhamento Tático Móvel (PATAMO), Polícia Rodoviária.
Segundo informação do Tenente Coronel Adauto Gama, para criar a heráldica, o símbolo e as cores da Companhia de Polícia Florestal, a missão institucional em Decreto, ele teve que pedir vários materiais a várias outras Polícias Florestais já existentes em outros Estados da Federação, como a PM do Estado do Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e outras. Nesses Estados, as Polícias Militares Florestais já se faziam presentes há mais tempo que no Distrito Federal. Tal solicitação era feita por carta, por telefone já que não se tinha, em 1998, internet ou e-mail ou outro meio mais veloz e mais seguro como temos atualmente.
O primeiro grupamento de Polícia Militar Florestal era de policiais emprestados do Regimento de Polícia Montada que atuavam sob o comando do então Tenente Adauto Gama, que foi o primeiro comandante da companhia de Policiamento florestal.
A unidade foi criada através do decreto Nº 11.124 de 10 de Junho de 1988, sendo denominada Companhia de Polícia Militar Florestal. Logo em 2010, com a edição do Decreto Nº 31.793, criou-se na estrutura da Polícia Militar do Distrito Federal o Batalhão de Polícia Militar Ambiental

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